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Disciplina Positiva

É preciso deixar sentir

Quando um filho começa a chorar, espernear ou se agitar, principalmente em público, nossa primeira reação é tentar calar a criança. Eu parei com isso tem um tempo. Não que eu seja a Madre Teresa de Calcutá e a rainha da paz mundial, mas aprendi do modo mais difícil que reprimir sentimentos só contribui para que um adulto não saiba o que fazer com o que sente dentro de si.

Primeiro, se for em público, eu tento procurar um lugar mais reservado. Se for em casa, menos mal.

Depois, respiro.
Sério, respiração ajuda em (quase) tudo.
Aprendi isso no meu segundo parto.

E, em segundos, passa um filme veloz pela minha cabeça: “eu também sinto raiva“, “eu também sinto ciúme“, “eu também choro“, “eu também tenho vontade de jogar coisas pro ar às vezes“, “eu também quero bater“… Não faço a maioria dessas coisas porque tenho maturidade emocional pra não fazer (tá, essa parte é mentira, rs).

Bom, se eu, adulta, luto contra mim mesma pra me controlar, pensa numa criança pequena. Ela está em constante aprendizado e, se a gente se descontrolar, vai tudo por água abaixo. É preciso deixar sentir. É preciso conversar e tentar achar formas de lidar com aqueles sentimentos, aquele choro, aquela vontade de puxar os cabelos. E o único caminho que conheço é do diálogo e do abraço. Essa é a nossa fórmula aqui: abraço e diálogo. Aí, pra você, pode ser outra. Mas, o importante é que seja uma forma que dê espaço aos sentimentos da criança e a ajude a identificar o que ela sente e por que sente, além de, claro, construir junto dela uma maneira de lidar com aquela dor, aquela mágoa, aquela tristeza.

Quando calamos uma criança sem dar oportunidade de ela sentir, não estamos criando pessoas emocionalmente incompetentes. Estamos criando pessoas que podem, no futuro, sofrer e até se machucar porque não sabem como resolver e cuidar do que sentem.

Todo ser humano vai experimentar sentimentos diversos e, enquanto nossos filhos são crianças, nosso dever é educá-los emocionalmente pro bem deles, pro nosso bem e da sociedade. É preciso descobrir junto da criança como enfrentar a tristeza, a frustração, o tédio, a insatisfação, a melancolia, o sofrimento. Se nós experimentamos tudo isso, elas também experimentam.

Crianças não são bonecos com botão on/off.
Crianças são pessoas(!).
E pessoas sentem, experimentam, vivenciam.
Adultos choram, gritam, se desesperam.
Se calamos o sentimento das crianças hoje, amanhã, provavelmente, elas não saberão o que fazer com o que sentem.

Quartinho da Dany

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