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MaternidadeMulher

Homens, responsabilizem-se

Mulheres e homens insistem em afirmar que o problema dos homens não se responsabilizarem pelas crianças é… DA MULHER! :-
A mulher que não pede pro homem executar atividades.

A mulher que é culpada por reclamar do jeito que o homem cuida das crianças.



A mulher que não força a barra.


A mulher que não cobra. 

A mulher que não dá espaço ao homem. 
A mulher que não deixa.

Quando uma mulher fica sobrecarregada cuidando dos filhos praticamente sozinha, ELA ESTÁ SENDO VÍTIMA. Vítima de um sistema que impõe a ela o cuidado exclusivo dos filhos. Dizer que a culpa é dela por não cobrar do homem é CULPABILIZAR A VÍTIMA.
Homem, por favor, não faça esse papelão. Mulher não tem que pedir pra você trocar fralda. Ela não tem que te dar espaço nenhum. O espaço tá lá, basta você ocupá-lo. Mulher não tem que cobrar nada do pai da criança. A gente cobra é dever de casa de filho adolescente. Do pai dos filhos, a gente espera o mínimo: 50% da divisão do trabalho. E se a mulher está reclamando do jeito de você dar banho, talvez você esteja falhando mesmo. Deve ser muito difícil ser apontado como errado numa sociedade que supervaloriza o homem e que, quando ele leva os filhos à escola, é atração.
Homem, ocupe seu espaço. Enquanto você não ocupar, vai ter mulher trabalhando em dobro, fazendo a parte que você não faz, deixando os estudos pra cuidar dos filhos que você não cuida, deixando o emprego pra levar filho ao pediatra, à escola, à vida.
E se você faz tudo, você não está fazendo mais que sua obrigação. Não vai ter confete. Não vai ter salva de palmas. Não vai ter carro de som te elogiando. Não vai ter biscoito. Lide com isso. Se as mulheres esperassem palmas por cada atividade que elas executam em prol dos filhos, teriam que contratar um batedor de palmas ambulante pra passar o dia atrás delas aplaudindo.
Mulheres, cheguem mais: pelamor, não riam de piadas em que nós somos colocadas como a principal responsável pelas crianças e os homens, como mais um filho nosso. ISSO NÃO É ENGRAÇADO. Isso é rir da própria desgraça. É validar a nossa exploração. É naturalizar o que, nem de longe, deveria estar naturalizado: homem fazendo papel de filho dentro do âmbito ‘mulher-homem-filhos’.

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