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Não sigo cartilhas, mas procuro fazer o melhor.

A maioria das mães quer acertar. A maioria quer o melhor pro filho. A maioria faz tudo acreditando que está fazendo o bem. Não conheço uma mãe do meu círculo de amizade que não queira ser a melhor mãe que pode ser. Todas querem e fazem de tudo que é possível pelo bem estar dos filhos. 
Eu tenho dois meninos com diferença de 10 anos! Um nasceu em 2003 e o outro, em 2013. Há quase 12 anos eu não sabia de quase nada que sei hoje. Não tinha informação, acreditava piamente no pediatra e me deslumbrava  com os comerciais de TV fazendo propaganda de produtos infantis. Passei por uma cesárea não agendada, mas desnecessária. Amamentei até ele completar 5 meses apenas porque, ao voltar ao trabalho, acreditei que fosse normal desmamar. Comprava o melhor leite artificial do mercado, seguindo a dica do pediatra. Dei biscoito Maizena batido com geleia de mocotó (uma bomba de açúcar) achando que fossem dois alimentos inocentes. Dei Mucilon levando fé nas vitaminas que o comercial me dizia que ele tinha. Dei um monte de Danoninho de sobremesa e mal sabia eu que cálcio inibe a absorção do ferro. Dei porque era gostoso e eu achava meu filho tão especial que merecia aquela delícia. Todas essas escolhas, que hoje reconheço como equivocadas, foram feitas de coração, foram feitas por uma mãe que acreditava estar fazendo o melhor. 
O tempo passou e eu comecei a ler, me informar, ler informação nutricional dos produtos e vi que minhas escolhas não foram tão boas assim. Como nunca é tarde é pra mudar, estou me esforçando pra “consertar” o que estava errado. Comecei tirando os biscoitos recheados do armário e substituindo por alimentos feitos por mim. Tem dado certo. Todos os textos que li e muitas vezes tive que engolir seco me fizeram uma pessoa melhor. Nunca me senti ofendida por nada. Os textos apresentavam apenas informações que eu não tinha na época. Jamais me senti culpada porque tudo o que fiz foi acreditando que fosse o melhor. Constatei depois de um tempo que eu estava errada. Reconhecer o erro é o primeiro passo pra mudança e ter a humildade de dizer que errei foi o melhor que pude fazer por mim e pelos meus filhos. 
Eu continuo errando e muito. Porque a maternidade é assim mesmo. Uma hora você tem certeza de tudo e, em segundos, você fica sem chão. Maternidade é um eterno cuspir pro alto e cair na cara. Mas, se tenho informação, procuro fazer o melhor. Se eu posso dar uma fruta no lugar de um alimento açucarado, eu dou. Eu não preciso continuar errando. Eu sei que posso fazer melhor e que às vezes fazer o melhor é mais fácil e mais barato.

Eu não proíbo nada, mas ensino a ler rótulos, informação nutricional, ingredientes do produto e, claro, não compro um monte de porcaria, por exemplo, pra não ser tentador. De vez em quando vamos a algum fast-food porque gostamos, mas faço questão de dizer que é uma bela droga. Hoje vamos muito menos que antigamente, mas ainda vamos. Pedimos pizza em alguns finais de semana e, nas festas, não faço brigadeiro de chuchu. O mais legal é ver o aprendizado. Ele sabe o que faz mal e o que não faz. Assim seguimos. Na maior parte do tempo, nos alimentamos bem e raramente comemos porcaria. Artur, tão pequeno, não come porcaria nenhuma. Come só o que ofereço e, se sei que faz mal, não ofereço pra não viciar o paladar dele.

Não sigo cartilhas, mas hoje, com a informação que tenho, procuro fazer o melhor. Não é porque um dia eu não sabia que estava equivocada que tenho que permanecer na mesma. Não posso voltar atrás, mas posso recomeçar. Se eu ler alguma opinião diferente da minha, vou procurar por que é melhor, se é mesmo uma boa opção. Não posso sentar e chorar e dizer que o mundo conspira contra mim. Corro atrás e me informo. Informação é poder! 

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