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Educar dá trabalho, mas é preciso

Lápis, borracha, apontador, cola, tesoura, lápis de cor e hidrocor. Cada objeto, cada lápis com o nome do pequeno. Durex para proteger a etiqueta. Esse é o estojo de Caio. Final de semana, limpeza do estojo. Segunda-feira, tudo bonitinho e organizado novamente. Eu vistorio tudo: estojo e mochila. Encontro desde papel de bala até livro de amiguinho pego por engano. Isso tudo para dizer que ultimamente temos sofrido com algum coleguinha de turma que acha bacana pegar os objetos dos amigos. Com isso, Caio já perdeu lápis, borracha e outras cositas más. E isso é uma chatice. Caio pergunta à professora pelo objeto, ela não sabe de nada (óbvio, a professora não tem como cuidar do material de cada aluno!), vai ao “achados e perdidos” e nada. E assim o estojo segue esvaziando. A minha preocupação é a seguinte: será que os pais nunca olham o material dessa criança? Será que ninguém percebe que há algo diferente no estojo? Porque se meu filho chegasse em casa com uma borracha que não é dele e com o nome de outra criança, eu iria à escola ou ligaria ou mandaria recado na agenda comunicando que um objeto que não pertence ao meu filho veio no estojo. E o mais importante: conversaria seriamente com meu filho sobre pegar objetos de outras pessoas. É difícil fazer isso? Cadê os pais dessas crianças? Isso faz parte da difícil tarefa que é educar.

Comentários

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18 comments
  1. Ceia Santos

    meu filho tem 7 anos e está no primeiro ano e dentro de 5 meses já perdeu 4 estojos completos(lapis de cor, borracha,cola,tesoura),confesso que estou com medo não sei o que fazer,tenho medo que seja bulliyng ja perguntei para várias crianças da mesma escola nunca perderam,sempre comuniquei a direção da escola e no terceiro estojo perdido pedi para que a diretora fizesse uma reunião para alertar os pais sobre o fato,até agora isso não aconteceu,ontem foi o 4 estojo ninguem sabe ninguem vê,depois disso todos os dias na porta da escola olho e confiro tudo,imagine não concordo com mãe que diz não tenho tempo de vistoriar o estojo eu estudo á tarde faço magistério e as vezes pela manhã tenho estágio,sou casa tenho minha casa 2 filhos e nem poriço deixo de fazer minha obrigação como mãe se o meu filho chega com 1 lapiz diferente procuro saber de quem é,quem deu,e porque deu,o professor tem 20 ou 30 alunos
    seria difícil saber tudo mas a gente como mãe sabe o que compra para o filho,se hoje eu não ligo,se eu não ensinar meu filho amanhã ou quando crescer ele vai achar mormal
    roubar quarquer coisa,se eu o amo eu tenho que ensinar desde cedo,depois não adianta chorar.

  2. Paloma, a mãe

    Também acho tão rápido olhar a mochila (aqui não tem estojo ainda) que não entendo como alguém não faz. Este post foi ótimo para abrir a cabeça de quem acha que não é necessário. É claro que é! E é claro que dá tempo!
    Beijos

  3. Rose Misceno

    Eu olho a mochila da minha #aos2 todos os dias e o pai também! Fazemos isso sempre com ela perto e pedimos para que ela organize sua agenda, seu guardanapo e sua toalhinha, pq é só isso que ela leva diariamente.
    É super importante os pais mostrarem interesse por tudo que está relacionado à escola do seu filho, afinal não é só matricular e achar que a "tarefa" de pai ou mãe está resolvida!

    Beijão.

  4. Lulu on the sky

    Infelizmente tem pais que não estão nem ai pros filhos e sequer olham a agenda pra saber que o filho tem lição de casa. Ah se todos fossem tão preocupados e dedicados como vc não teríamos tantas crianças levando material escolar das outras.
    Bom fds.
    Big Beijos

  5. Juliana Ramos

    O meu de 9 anos é muuuuito desligado… Preciso comprar lápis e borracha várias vezes por ano!!!
    Mas acho que ele perde mesmo…
    (confesso que não olho mais, já há algum tempo)

    Bjo

  6. Izabelle Costa

    Pois é, Dany! Tem mãe que não olha estojo e, pior, não olha o filho! Quando o moleque cresce e faz alguma bobagem com maiores repercussões é que, às vezes, se dá conta.
    Fui professora de educação infantil por seis anos e eduquei meus filhotes. Sempre olhei e preparei estojos, mochilas e lancheiras. Conversava em sala e, mais tarde com meus filhos sobre o cuidado com seus objetos e com o dos outros.
    Mas parece que isso é excessão e não regra.
    Parabéns à você que é MÃE, de verdade.
    Beijão e um ótimo final de semana.

  7. Ia Maluf

    Oi Dany! Cheguei até o seu blog pelo twitter! Gostei muito do seu texto.

    Minhas filhas já são bem grandinhas, 11 e 14 anos. Mesmo assim eu continuo olhando as coisas delas. Não faço inquérito ou verifico todos os dias. Gosto de ficar junto e conversar quando elas chegam da escola. Então dia sim outro não eu aproveito para olhar o estojo, me ofereço para lavar a mochila ou apontar os lápis de cor. Como eu sempre fiz isso, não parece (e não é) intromissão. É interesse genuíno. É vontade de participar e ajudar. Nunca nem me passou pela cabeça que elas pegariam alguma coisa dos colegas. Do mesmo jeito que elas me contam o que aprenderam, me mostram as redações, os cadernos. Nunca foi uma ordem, sempre foi na base da camaradagem, e elas tem muito orgulho de tudo o que fazem, gostam de mostrar o resultado do trabalho delas.

    Minhas filhas são meninas doces e incríveis. São boas alunas e realmente muito aplicadas em tudo o que fazem. Olhar o material é uma parte muito pequena do que é educar, mas é fácil, é uma ferramenta de aproximação e está ao alcance de todos.

    Parabéns pelo blog, já virei seguidora 😉

    Beijos

    Ia

  8. Tiffany Stica @blogdati

    Tuitei o link daqui querida.
    Acho fundamental a reflexão e a chamada de atenção para que pais e mães estejam mais próximos dos filhos e de seus pertences escolares. Que bom seria se pais e mães manifestassem mais interesse pelas tarefas, trabalhos e pesquisas e que, de quebra, fizessem essa limpeza/organização que, toda via, não deixa de ser uma "vistoria", assim garantiriam evitar pequenos constrangimentos e claro, educariam mais.

    Bom post! Um abraço. @blogdati

  9. Karine

    Educação começa em casa, né, Dany! Só avisar, ensinar com palavras ou brigar, acredito eu que não adianta muito. Tem que ver, tocar, mostrar… Discursos sem fim, broncas do que é certo e o que é errado acho de uma displicência danada por parte dos pais. Não custa nada sentar-se ao lado da criança e vistoriar o que há dentro da mochila. Às vezes, ele pode ter trazido algo sem querer e o amiguinho leva bronca em casa. É com esse ato que se corta o que pode ser muito mais complicado lá na frente. Falar só não adianta. Bom, é o que eu vejo e o que eu vivi com minha mãe.

    Tive um aluno naquele colégio de ricos onde trabalhei que roubava. Sim, ROU-BA-VA as coisas dos amigos. Mas, já não era nem mais canetinha ou lápis de cor. E nem era criança. Era um quase adulto no auge dos seus 16 anos. E roubava dinheiro mesmo, relógio, celular, ipod… Chamamos a mãe do meliante e o que recebemos como resposta? "com meu filho eu converso em casa". Então, tá. Que se resolvam entre eles e com os pais da vítima. Mas, pelo visto, a coisa continuou…

  10. Nine

    Muito legal esse seu alerta, Dany!
    Quando eu era pequena minha mãe sempre vistoriava minhas coisas e se achasse algo de diferente, mesmo que eu repondesse que havia trocado naquele dia com uma coleguinha, ficava possessa! Mandava devolver logo e não queria saber dessas trocas, não…

    Beijos,
    Nine

  11. Dany isso é complicado né pq tem Pai que nem agenda e se tem tarefa dão ao trabalho de olhar …Ai o estojo que nem olham mesmo.Deveraim olhar e se tem algum objeto de outra pessoa devolver né …Bjus

  12. Um espaço pra chamar de meu

    eu olho sempre, outro dia Dan trocou marca texto com o colega, ele disse q foi acordo entre eles, na 1ª oportunidade com a mãe do amiguinho confirmei a informação, às vezes as crianças trocam,mas os pais ñ gostam,sempre procuro ver isso e dar uma olhada em tudo q está sobrando e no q está faltando no estojo, com a menina já ñ tenho esta preocupação, ela já sabe fazer este controle…

  13. Nathi

    Olá!
    Concordo plenamente.
    Sempre olho a mochila da Ana (3 anos e meio). Já achei lápis de cor e brinquedinhos.
    Vou até ela e pergunto de quem é.
    Ela responde que é da escola.
    Aí sentamos e converso com ela que não podemos pegar nada que não seja nosso e muito menos levar para casa.
    Pede desculpas. Parece ter entendido, porque não tem acontecido mais.
    E quando encontro algo, guardo num saquinho e escrevo recado na agenda informando a devolução.
    Ah! Se cada um fizesse a sua parte…
    Beijos*

  14. Thaty

    Oi!! Vc falou e eu fiquei pensando… e vou discordar do seu ponto de vista. Todos os dias eu abro a agenda do Vítor e dou uma olhada no dever que ele terá que fazer (apesar de que ele faz no dia seguinte na escola, ele fica em período integral e de manhã tem acompanhamento escolar). Pego a garrafinha do lanche e tal, mas não olho o estojo.

    Primeiro pq não vou ficar conferindo todos os dias tudo que tem no estojo dele, isso é inconcebível pra mim – ele tem responsabilidade suficiente pra tomar conta do material dele. Segundo porque acredito que o importante não é conferir o estojo ou a mochila dele pra saber se ele pegou algo de algum coleguinha, e sim ensinar pra ele que isso é um ato inadmissível. Se um pai não ensina isso a um filho, você realmente acha que vai fazer diferença ele olhar o estojo ou não? Eu acredito que educar uma criança seja muito mais do que vistoriar um estojo diariamente…

    Um abraço!
    Tati

  15. Sylvia

    Dany
    Por incrivel que pareça os pais de hoje em dia, não todos, mas estou vendo que a maioria, acham super normal o filho pegar as coisas dos outros… estou com um baita problema na escola em que dou aulas por causa disso. Tirei o dia do brinquedos de minha turma e mandei um belo bilhete aos pais falando sobre isso… da importância de ensinar o filho a não pegar coisas dos outros, de devolver quando pega, mas não sei se vai surtir efeito… estou muito chateada com isso, é um tal de sumir brinquedos, materiais… vamos ver se terá alguma mudança. Beijos mil

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