Carregando...
Blog

A criança terceirizada – Parte III

Uma das questões que o livro A Criança Terceirizada me fez pensar é sobre adquirir o título de mãe. Imagine: você estuda, faz faculdade, se forma, faz pós, mestrado, casa e… tem filhos! Não necessariamente nessa ordem, claro. Tudo estaria perfeito se muitas mulheres tivessem esses filhos porque querem ser mães de verdade, desejam seus filhos e pretendem exercer seu papel da melhor forma possível. Mas muitas engravidam simplesmente porque faz parte da “sequência” ter um filho. E aí o que a gente vê são mulheres bem sucedidas, num parquinho, lendo seu livro e uma babá, vestida de branco, cuidando da sua cria, exercendo o papel da mãe! Não tenho nada contra babás, só para esclarecer. Se você tem uma babá, que cuida bem do seu filho e o trata com carinho para que você possa trabalhar, estudar e tal, você é uma sortuda. Sou contra babás que substituem a mãe quando a mesma está presente e livre. Ter filho é uma coisa maravilhosa, mas se você não está disposta a abrir mão de muitas coisas, de se doar e de amar incondicionalmente, não os tenha. Filhos merecem pais dispostos a se dedicarem a essa nova função com todo amor.
Sobre esse tema, o José Martins Filho cita, em seu livro, a autora Claudia Rodrigues:
“[…] não devemos fechar os olhos para as aberrações que estão acontecendo, para essas mães culturais que a mídia ajuda a fabricar. Mulheres que nunca sonharam em criar e educar crianças, que não têm o menor interesse em conviver com crianças, parindo-as, adotando-as, para obter o título de mães. Depois se desesperam, não sabem o que fazer com os bebês, não suportam conviver com crianças, fogem de casa como o diabo da cruz. Acham um saco parir, amamentar, cozinhar, cuidar, ler histórias, trocar fraldas, acompanhar o crescimento, as fases, o desenvolvimento.”

Comentários

comments

9 comments
  1. Ia Maluf

    Oi Dany! Ainda estou por aqui xeretando no seu blog.

    Adoro ser mãe. Fui mãe adolescente. Totalmente de surpresa e despreparada. Foi um sufoco terminar a minha faculdade e me dedicar a minha filha. E claro que eu não tinha dinheiro para contratar uma babá. Então fui levando como dava.

    Tive a sorte de ter um marido maravilhoso, que além de me ajudar em casa, trabalhava por nós dois. Hoje tenho uma empresa na minha casa que me permite ficar com minhas filhas praticamente o tempo todo. Como não tenho horário, posso me dar ao luxo de levar e buscar em todos os lugares, além de acompanhar os treinos de basquete, apresentações de violão, festas de escola, etc.

    Não planejei essa vida para mim. Na verdade nunca imaginei que eu seria mãe e dona de casa. Mas, se a vida te deu limões… minhas filhas são pessoas incríveis e eu nunca me arrependi de ter jogado tudo para o alto por causa delas. Não é fácil, ainda mais em uma sociedade em que você é medido pelo seu sucesso profissional. Muitas vezes você questiona as suas decisões. Hoje eu sei que elas precisam de mim tanto quanto eu preciso delas.

    Seu texto é muito importante não só para as mães que não cuidam dos seus filhas, mas para as mães que se dedicam também. Parabéns e obrigada! Tenho certeza de que você está criando um filho incrível também!

    Bjs
    Ia

  2. marcela

    Oi Dany parei aqui no seu blog meio por acaso e refleti mto sobre esses três post q vc escreveu divinamente.Eu sou uma jovem dona de casa desde q ms casei nunca trabalhei e isso até hoje me faz sentir inferior à outras mulheres,devido à mídia ser tão cruel c as mulheres q se dedicam ao lar(deixo claro q admiro mto as q trabalham).Enfim sempre disse q não seria uma do lar rs,mas eis q sou msm uma do lar.Pensei várias vezes firmamente q não teria filhos e agora não sei como explicar mas penso nessa possibilidade e agora lendo td isso penso q tenho mto a aprender e a me valorizar a situação q vivo hoje.Resumindo parece q ter filho hoje em dia parece só mais uma aquisição q se conquistou como comprar alguma,Mas realmente educar precisa mto mais de nós msm, dedicação, amor e isso só uma mãe ou pai consciente pode dar.Bjs!

  3. Morena

    E eu realmente não entendo como realmente existem mulheres que não nasceram para ser mãe, para abdicar, para fazer aquele serzinho dependente de vc o ser mais importante, feliz e saudável do mundo!

    Dany, estão ótimos seus posts não estou comentando sempre mas to sempre lendo!

    Beijos saltitantes
    Bom fim de semana

  4. Fabi da Juju

    Amiga,

    Adorei a sequencia de posts e vc já sabe minha opnião né???

    Termino o comentário com uma só frase:
    "SER MÃE É PRA QUEM É E NÃO PRA QUEM QUER!!!

    bJOOO

  5. katia Ruivo

    As vezes acho que as pessoas fazem tudo, ou quase tudo, por pura convenção e pressão da sociedade. Temos que seguir a ordem natural das coisas: namorar, casar e ter filhos; mesmo que eu não tenha plena aptidão pra isso, mas as vezes as pessoas não conseguem se desvencilhar desses tradicionalismos…

  6. Simone

    Dany, sabe que quando leio coisas assim me sinto super premiada e abençoada por ter tido Sofia quando quis e podia?

    Eu tenho dó não só das crianças que são entregues para o cuidado e carinho de babás quando as mães estão livres para isso, mas tenho dó das mães também porque um dia vão perceber o tempo precioso que perderam e que não volta mais.

    Bjs em todos vocês aí!

  7. Paloma, a mãe

    Menina, eu nem lembrava desta citação (deve ser porque na época não conhecia a Cláudia Rodrigues), mas é muito boa!
    Como vemos mães que não estão dispostas a abrir mão de nada, né? Parece que virou mesmo um título a ser alcançado, quando deveria ser uma escolha consciente e muito, muito refletida.
    Beijos

  8. Karine

    Olha, Dany, super concordo contigo, sabe? Acho válido, e continuo batendo na tecla, que para ser mãe deve-se abdicar de muita coisa. Aliás, para ser mãe e pai. Chega dessa história de jogar a responsabilidade sempre no colo das mulheres.
    Acho válido e honroso a mulher que faz isso em prol dos filhos. Me dói muito ver uma mãe que lá na frente, depois dos filhos criados e grandes, acaba afirmando, como se fosse um poço de desgosto, que deixou carreira, trabalho blá blá blá pelos filhos. Então, ca#@%, pra que abriu mão de tudo? Por que a sociedade exige?

    Vou contar um segredo aqui: minha irmã, grávida do segundo filho, foi aprovada num outro concurso público. O segundo. E aceitou-o! Joanna, minha fofolete, começou hoje o seu primeiro dia na creche. A babá pediu demissão porque não queria cuidar de duas crianças e minha mãe mora longe como você sabe. Olha, Dany, meu coração de tia protetora apertou quando soube que minha lindinha estaria numa creche, aos cuidados de terceiros e com alguém levando e buscando da escola, natação e inglês. Me deu aquela vontade de ajudar a minha irmã. Mas, por outro lado, me deu raiva dela. Sério! Ela, com outro filho na barriga, abraça um segundo emprego. E NÃO PRECISA DE DINHEIRO URGENTE porque seu marido trabalha bem. Ou seja, pra que isso? Meu coração tá apertadinho, sabe?

Leave a Reply

Favoritos da Dany
%d bloggers like this: