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A criança terceirizada – Parte I

Há um tempinho atrás, algo me incomodava demais: deixar Caio por conta da minha mãe. Não, ela não reclama de ficar com ele e, obviamente, eu preciso dela. Mas EU estava me sentindo mal com isso. Eu sentia que ajudá-lo nas tarefas de casa, levá-lo ao médico, limitar tempo de videogame, insistir pra que ele coma legumes e frutas, entre outras coisas, eram funções minhas e não dela. Eu não estava gostando da maneira como a maternidade estava sendo conduzida por mim. Transferir meu papel à minha mãe não estava nos planos. Então, optei por trabalhar menos e ficar mais com o pequeno. Foi então que lendo algum post da Paloma (não sei se no blog ou no Facebook), fiquei sabendo do livro “A criança terceirizada”, do pediatra José Martins Filho. Engoli seco. Só o título já é um baque. Comprei o livro, que chegou hoje, e já está sendo devidamente devorado. Vou fazendo algumas reflexões sobre o livro à medida que eu for lendo. Nesse primeiro post, quero registrar um trecho que me deixou pensativa:
“Ter filhos é uma obrigação? Não seria o caso de reavaliar e repensar tudo isso? Como compatibilizar diferentes tarefas sem prejudicar a relação entre mãe e filho, fundamental para a formação da personalidade infantil? E o pai, onde está? Por que corremos tanto atrás de conquistas materiais, de mais um celular, de um carro novo ou mesmo de diversão e prazer, sem perceber que o tempo vai passando, as crianças vão crescendo, e que esse tempo nunca mais vai voltar? Quanto nos custa tudo isso? Aonde chegaremos? Será que esta sociedade consumista, pontuada pelo egoísmo e pela escassa presença de amor, é um dos fatores dessas mudanças radicais nas relações familiares?”
No próximo post, comento sobre esse trecho. 
Boa reflexão, mamães e aspirantes!
20 comments
  1. Rose Misceno

    Quando me casei, há 19 anos, dizia que jamais seria mãe, mudei de idéia e há dois anos minha pequena menina nasceu! Sem as vovós (já falecidas), eu e o paizão tivemos que cortar um dobrado para ficar com ela! Ele,tbm professor, deixou de dar aulas à noite, eu de dar aulas à tarde e assim estamos caminhando! Ela será filha única, por inúmeras razões…mas tenho amigas com dois, três filhos que não cuidam deles! Uma vez uma amiga (com 2 filhos) me perguntou o que eu achava dela ter mais um e que ia propor isso ao marido. Eu educadamente disse que ela deveria perguntar pra mãe dela o que ELA acharia de cuidar de mais um…infelizmente perdi a amiga!

    Parabéns pelo tema! Chorei, ri e reafimei minha meneira de pensar o que é ser mãe.

  2. Panmela

    Oi Dany! Menina eu ainda nem sou mãe e vc sabe que essa já é uma de minhas preocupações?Bem se isso te conforta,acredite, tem uma diferença sútil entre mãe ocupada e mãe ausente, sei filho sabe essa diferença. Como eu sei disso? Sou filha oras. beijos e fique bem!! òtima leitura!

  3. Eu acho que a Mãe tem sim que criar o filho,educar estar por perto sempre.Hoje em dia as coisas mudaram e nem sempre se tem todo tempo disponivel para estar com os filhos e as quem tem nem sempre dão a devida atenção que a criança merece…Tenho 4 sobrinhos que ficavam aqui na minha casa mais qdo as minhs irmãs chegavam em casa davam total atenção para eles e hoje são adultos felizes ..Bjus

  4. Lulu on the sky

    Ainda não sou mãe, mas sou a favor da mãe acompanhar de perto a criação do filho. Tenho amigas que são mães e deixam filhos com as avós que muitas vezes concedem liberdades demais aos netos.
    Big Beijos

  5. Micha Descontrolada

    eeeeeeeeeeeeee q bom q vai ao show tb…
    eu fiquei chorando assim em casa no do guns do rock in rio 2, mas eu tinha 13 anos e ng quis me levar…aff

    /(,")\
    ./_\. Beijossssssssss
    _| |_…………….

  6. Casamento feliz

    oi Dany

    em tudo se tem os dois lados né?

    mas se vc nao estava se sentindo bem e conseguiu diminuir a carga de trabalho melhor ainda né?

    com certeza para o Caio é melhor a maezinha por perto

    Beijos

  7. Sofia

    Muito boa reflexão!!!! Vou procurar o livro para eu ler e participar melhor dessa conversa com vc! Eu tenho dois filhos e optei ficar em casa quando o meu mais velho tinha dois anos e meio.
    Abraço

  8. Micha Descontrolada

    acho q os tempos mudaram q hj em dia isso é considerado normal pelas crianças.
    o q importa é os pais serem respeitados (fazendo por onde, claro) e a criança ver q é uma privilegiada, mega amada e sortuda (o Hugo diz q é sortudo por ter avós por perto, dinda e mãe) por ser amada e educada por pessoas q a rodeiam e a querem mto bem.

    Uma ótima semana para você!!!

    /(,")\
    ./_\. Beijossssssssss
    _| |_…………….

  9. Liège

    Dany, concordo com você! Sua mãe pode ajudá-la de vez em quando, mas fazer disso uma rotina já é outra coisa.
    Vejo muita gente sofrer o dilema de até que ponto deve abrir mão da carreira… e como conseguir conciliar o êxito profissional com uma boa educação e participação na infância dos filhos.
    Não deve ser fácil…
    Beijos, boa leitura e boa sorte!

  10. ¤(`×[¤ Juzinha ¤]×´)¤

    Já eu não acho um drama tão grande isso. Eu fiquei com a minha vó porque minha mãe teve que trabalhar. Meus primos e amigos também tiveram que ficar ou com avós ou tias ou empregadas e ninguem deixou de amar ou admirar a mãe por isso, nem de respeitar. eu não acho um grande problema, quando há necessidade, de deixar o filho com quem tiver que ser deixado, família ou contratado.

  11. Ju do Pinguinho da Mamãe

    Nossa, Dany.
    Adorei.
    Eu abri mão de mais aulas para poder ficar mais com a Pinguinho… e com muito, muito orgulho e prazer…kkk
    Mas é uma situação bem dificil para nós, mãe, mulheres e profissionais.
    me interessei pelo livro…kkk
    Posso copiar o trechinho que vc colocou?
    Bjs
    Ju

  12. Chris Ferreira

    Oi Dany,
    essa questão é brabeira mesmo. Mas acho que nos cobramos demais. Trabalho fora e sou muito mais presente do que a minha mãe foi, do que a minha sogra foi, do que a minha avó foi. Elas não trabalhavam fora mas tinham suas atividades em casa. Há algum tempo atrás as crianças eram cuidadas pelas mães com a ajuda das tias, avós, vizinhas e as mulheres não se sentiam culpadas por isso.
    Nós, nessa sociedade moderna somos culpadas e cobradas por tudo. E permitimos isso, né? Também vivo o constante dilema.
    Vou procurar o livro.

    Ah, amo o JB. E fazendo o passeio turístico vi algumas coisinhas que podiam melhorar muito para os turistas que visitam aqui o Rio.

    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

  13. Vanessa

    Cara, essa é uma questão que eu fico me perguntando sempre quando penso em ter filhos. Meus pais se separaram muito cedo, eu tinha 8 pra 9 anos. Minha mãe sempre trabalhou fora e fui praticamente criada pelos meus avós. Devo a minha vida a eles, mas eles NUNCA tiraram a responsabilidade da minha mãe. Complicado, né?!
    Beijinhos

  14. Paloma, a mãe

    A leitura mexeu muito comigo também, Dany. Porque eu já pensava assim, mas não conseguia mudar a vida que levava. A gente se acomoda nas nossas conquistas e pretensamente esconde as perdas do processo. Eu estava perdendo o crescimento da minha filha ao deixá-la na escola em tempo integral e me matando de trabalhar. Deixei de gastar tanto para ter tempo de qualidade ao lado dela – e agora da caçulinha.
    Beijos

  15. Ana Cláudia

    Escrever sobre isso é espinhoso. Eu quando falo sobre isso, recebo muitas mensagens de maes se justificando. Mas é difícil olharem para si mesmas e entender que não adianta justificar, o tempo perdido, os vínculos não criados, se perdem e o tempo e as oportunidades não voltam. Esrevi um texto no blog e é um dos mais comentados:
    Não tenha filhos http://tinyurl.com/3qnnfp6

  16. Ana Paula

    Rs… como eu disse: falo do alto da sabedoria de uma mulher que não é mãe. E talvez um pouco egoísta. Se, ser mãe, apenas, bastar, tudo bem. Mas alguém, que desde sempre soube o que é indepência, acho difícil acostumar-se.
    Vc tb deve conhecer mulheres dedicadas e que, não são realizadas ou não criou os filhos que "desejava". É um tiro no escuro! Acho que não se pode deixar nada de lado. TEM QUE haver um meio termo. Minha mãe foi super-mãe, mas hoje, aos 60, reclama de ter renegado a si. Mas, se orgulha da criação que deu aos filhos.
    Realmente, não sei. Não sou mãe. Mas eu não gostaria de, no futuro, jogar em alguém as minhas frustrações. Do tipo "eu dei a minha vida por vocês", "eu deixei tudo para cuidar de vocês e hj vocês me deixam jogada", td pq vc não foi um domingo almoçar com sua mãe… rs…
    Talvez, a mãe-mãe, quando decide isso, deva fazer análise, ter uma rota de fuga, um 2º plano para quando chegar a síndrome do "ninho vazio". Pq os filhos vão embora. Mais cedo ou mais tarde, mas vão. E o que fazer com o tempo que sobrou? Sem filhos, sem trabalho, sem nada para ocupar a mente. E, com relação ao companheiro… conheço alguns que nossa! "Minha mulher não faz nada! Só toma conta das crianças!" Qdo escuto isso, tenho vontade de matar!
    Realmente… é complicado. Só acho que tem que ser muito bem conversado e sem querer complicar, tem que pensar no futuro. Como vc irá se sentir no futuro? Para o seu filho, de um jeito ou de outro, você fará de tudo para garantir um futuro melhor. E para você?
    Bjs.

  17. dany

    Ana Paula, respondendo ao seu comentário:

    E, será mesmo que você tem que se anular para viver plenamente a maternidade?

    Chega um momento na vida que a gente não entende viver completamente a maternidade como se anular. Acredite: o que mais tenho visto por aí é um monte de mãe frustrada (como eu estava!) pq não tem tempo para o filho, que passa mais de 8h por dia aos cuidados de terceiros. Cuidados esses que deveriam ser de responsabilidade da mãe.

    O que importa realmente é qualidade do tempo que você dedica ao seu filho e não, a quantidade.

    Para este comentário, cito um outro texto:

    "Escuto muito a seguinte frase: “Doutor, o que interessa é a qualidade do tempo junto e não a quantidade”. Duvido. Diga ao seu chefe que você vai trabalhar apenas meia hora por dia, mas com muita qualidade. Certamente ele não vai gostar. Seu filho também não."

  18. Ana Paula

    No alto da minha experiência de uma mulher sem filhos, concordo que ter filhos é uma opção. Mas, nem sempre a sua presença ao lado de seu filho irá representar qualidade. Que tipo de mãe o seu filho quer? Feliz ou infelizmente, os tempos são outros. Já não dá para deixar com uma só pessoa as responsabilidades da casa. E, será mesmo que você tem que se anular para viver plenamente a maternidade? Afinal, o trabalho, quase sempre é uma válvula de escape para nós mulheres! Vc para realizar um sonho é necessário matar outro? Acho que não. O que importa realmente é qualidade do tempo que você dedica ao seu filho e não, a quantidade. Sei que deve doer deixá-lo, mas, e vc? E a profissional? E a mulher? E o seu companheiro? Será que ele quer uma mulher-mãe? Será que seu filho vai querer uma mãe-mãe ou uma mãe/esposa/profissional? Não dá para ter tudo, mas acho que Deus nos deu sabedoria para saber dividir. Bjs!

  19. Karine

    Concordo com a sua reflexão, Dany! E sou super a favor de abrir mão da carreira para cuidar da cria. Tenho a sensação de que colocar filho no mundo e trabalhar em 3, 4 escolas é querer abraçar o mundo e um ato de total descaso com o que você colocou no mundo!!!

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Favoritos da Dany
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