Carregando...
Blog

Exemplo dos pais

Quando temos filhos, sentimos a obrigação de ter que fazer tudo certo: comer frutas, não xingar, amar legumes, ler bons livros na frente dos pequenos, reciclar, ouvir boa música, amar todas as pessoas do mundo e por aí vai. A lista de coisas certas é infinita. Mas e as nossas vontades? E os nossos gostos? E nossas emoções? Tentar controlar tudo (o que comemos, o que falamos, o que fazemos, o que lemos) é complicado. Então, eu acho que vale a pena dividir as tarefas. Por exemplo, eu não sou de comer frutas, infelizmente. Meu marido, no entanto, adora. Então, ele é “o responsável” por mostrar a Caio como é gostoso comer frutas. Não que eu não incentive, mas é diferente. Se eu disser a Caio: Essa manga tá deliciosa! vai soar falso, com certeza. Por outro lado, eu gosto de legumes e verduras. Meu marido, nem tanto. Então, “a responsável” por dizer que o chuchu tá gostoso sou eu. 
Além disso, eu acho que os pequenos também precisam aprender onde é o lugar deles e até onde eles podem ir. Imaginem a situação: eu estou andando na rua com Caio, tropeço numa pedra e machuco meu dedo. O que eu vou dizer? Sua pedra boba e feia! Não consigo. Não adianta. Já tentei me controlar, mas às vezes não dá. E não é porque eu xinguei que ele vai se achar no direito de fazer o mesmo. Ele tem que entender que ele é criança e não pode fazer as mesmas coisas que eu. Não é porque eu vou dormir à meia noite que ele tem que me seguir. Ele tem que entender que ELE tem que dormir cedo, não eu.
Não estou dizendo que não temos que ser exemplos. Não é isso. Somos observados o tempo todo por esses olhinhos atentos dos nossos pequenos. As crianças aprendem imitando os adultos. É claro que se ele vir que eu gosto de ler, estudar e fazer o bem, a tendência é que ele faça o mesmo. Por outro lado, também acho que eu tenho que fazê-lo entender que algumas coisinhas eu posso fazer e ele, não. Simples assim.. É claro que eu estou me referindo ao meu filho, que vai fazer 7 anos mês que vem e já é capaz de entender  muita coisa, diferente de uma criança de 2 aninhos – aí é outra história! É difícil dosar, mas acho que aquele ditado cabe em algumas situações: Faça o que digo, não faça o que eu faço. É claro que não vamos exagerar e sair fazendo o que der na telha. Somos exemplos para os nossos filhos, sim. Não adianta jogar lixo no chão e achar que o filhote não vai fazer o mesmo. O que estou dizendo é que algumas coisas pertencem ao mundo dos adultos e as crianças precisam saber disso e conhecer seus limites. É uma linha tênue.
“Minha professora notou que vocês não estavam na noite de pais e mestres. Ela queria perguntar a vocês porque eu nunca tenho interesse em nada.”

Comentários

comments

16 comments
  1. Telma

    Oi Dany, é a primeira vez que visito o teu blog; gostei muito do post e concordo contigo. Um óptimo dia para vocês. Beijinhos

  2. Casamento feliz

    concordo plenamente com vc Danny

    e te confesso que eu tenho um pouco de medo de nao saber , ou nao conseguir educar um filho quando eu tiver , pq nao deve ser uma tarefa muito fácil né?

    Beijos

    Bom fds

  3. Re

    Excelente texto Dany…olha, nao sou mae ainda, mas ja sei como eh dificil educar e dar exemplo para as crianças..acho que vc esta no caminho certo. Bjs e bom final de semana

  4. Van

    Concordo contigo Dany! É bem por aí, mas o impressionante é que eles realmente imitam tudo o que fazemos :~
    Beijinhos e parabéns porque vc é uma mãe e tanto!

    Beijinhos

  5. Luciana Klopper

    Concordo plenamente com vc, é exatamente aí que entra o limite, e limite tb é sinônimo de amor…Mostrar a criança onde começam os nossos e terminam os delas, é complicado, mas é necessário..até pra eles se tornarem homens de bens..pq será assim na vida deles sempre, no trabalho, no casamento, nas amizades..etc

  6. ¤(`×[¤ Juzinhah ¤]×´)¤

    ACHO que o maior desafio pros pais é esse dany. realmente ter uma postura firme, passar educação e ao mesmo tempo controlar os impulsos de isso ou aquilo deve ser bravo. mas parabéns, tenho certeza que vc tem feito um trabalho ótimo.

  7. Paloma

    Concordo, Dany. E, ontem, eu vivi uma situação parecida. tive um dia péssimo no trabalho e comecei a desabafar com o Juan. Claro que eu disse ali termos que uma criança, em tese, não deveria ouvir. Mas eu estava tão cansada, precisando tanto conversar, que assim foi. Eu expliquei a ela que tinha brigado no trabalho, que estava chateada. E ela entendeu na boa, até me chamou pra deitar no sofá com ela e me fez carinho…bjo
    Paloma e Isa

  8. Bia Mello

    Gostei demais deste post. Acho interessante esta liha tenue e concordo contigo. O exemplo é fundamental, cria os conceitos, a base, a estrutura. Mas algumas coisas "not allowed" devem ser demosntradas desde cedo. Nunca esqueco do meu pai, quando falava uma palavra mais grossa, olhava pra nos e dizia: Eu posso falar isso, mas voces nao podem, combinado? E eu, atrevida, sempre perguntava: Por que voce (na verdade falavra: por que o senhor) pode e eu nao? E ele respondia. Por que sim. E neste caso, porque sim era resposta, sim! 🙂
    Bjs,

  9. Dora

    Dany,
    Caio deve ser uma criança muito bem criada né?!!! Porque eu percebo por aqui a preocupação q vc tem em ensiná-lo e acredite aproveito todos os posts q pra mim são dicas. Na realidade os pais precisam ensinar-dar exemplos-vigiar, mas não precisam ser crianças também, eis ai a chave do segredo, equilibrar tudo isso no ensinamento das crias. Outra coisa q acho muito feio e cabe aqui dentro do seu post, é criança paticipar de conversa de adulto, no meu tempo era comum os pais dizerem "sai daqui menino q é conversa de adulto", depois a criança na sua inocência sai repetindo certos termos q não deve tudo por falta de certas atenções.

  10. luluonthesky

    Dany, é importante vc como mãe ter essa consciência do q pode ou não pode fazer na frente do seu filho, afinal o filho é reflexo da educação que recebe dos pais. Big Beijos

  11. Paloma, a mãe

    concordo, Dany. Faz um tempo já que a Ciça me pergunta sobre algumas coisas e eu respondo que são coisas de adulto e agora ela já sabe nque tem coisas que são exclusivamente de adulto: comida com pimenta, cerveja, vinho etc.
    Mas o exemplo continua sendo importante, principalmnete nestas coisas que vc citou.
    Mas é claro que não vamos deixar de assistir a um filme de adulto ou falar palavrões poreque temos filhos. Basta tomar o cuidado de não fazer isso na frente deles e, quando falar de algo que ele não compreenda, delimitar o espaço. dizer que tem coisa que é de adulto, assim como tem coisa que só criança faz. Acho que cabe a nós orientá-los mesmo.
    Beijos

Leave a Reply

Favoritos da Dany
%d bloggers like this: